May 14th, 2008
Diário de Bordo – Salvador, Praia do Forte, Aracaju, Maceió.
18/04 – DÉCIMO DIA
Amanheceu, peguei a viola, botei a sacola, e fomos conhecer o pelourinho. Não era muito longe de onde estávamos, não sei se falei, mas estávamos na Barra, perto do Farol. Chegamos la, um carinha pulou na frente do carro, e perguntou se íamos ver o pelourinhos, (sim), e ele começou a correr de um lado para outro gritando “me segue”, “vem aqui”, “vira agora”, “aeeeee”, a gente já tava achando o povo de Salvador realmente animados como todos dizem. Estacionamos e ele perguntou se queríamos conhecer o pelourinho o mercado modelo o elevador e tal, (sim), e o bicho começou a andar e a falar que ninguém conseguia fazê-lo parar, nem tentamos também, estávamos interessados.
Casa do Olodum, aquele dos batuques e peles pintadas
Cassete esse tal de pelourinho é grande e só tem subida e descida, e o cara falava: “ali nasceu nego bó, ali foi onde zé tal fez tal coisa, aqui o michael jackson caiu quando fazia tal clique, ali a xuxa fez um programa, la o luciano huck fez uma prova pra uma familia ganhar uma casa…”, cassete de monte de gente que fez um monte de coisas la, e tudo nesse tal de pelourinho, mas resumindo legal, o PELOURINHOS É UM BAIRRO COM UM MONTE DE LADEIRA E UM MONTE DE CASA SEM QUINTAL OU MURO.
Essa é a famosa ladeira do clip do michael jackson
Andamos um hora e pouco com esse cara para no final ele falar pra gente: “Vcs não vão gostar, mas eu cobro R$ 40,00 pro pessoa”, huahuahuahuahua, FILHA DE UMA PUTA, AGORA QUE TU ME FALA!!!! Bom… com muito custo paguei R$ 60,00 chorrando.
Andamos até de bondinho, mas esse é para cima e para baixo
Vista antes de descer aquele bondinho la
Esse é Mercado Modelo por fora, bacana né?
E esta é a vista do Mercado Modelo por dentro, feio pra kct né?
Esse é o elevador que todo mundo fala
Isso é um forte la, não sei o nome não
Cansou pacas…
Eu e a Eli chegamos a conclusão de que ja tava na hora de ir embora de Salvador, ja tinhamos visto tudo mesmo. E olha que no dia seguinte teria um show com Ivete Sangalo, Olodum e Carlinhos Brow. Juntamos as nossas coisas e bóóóra de la. Fomos morrendo de fome para fora dali, e chegamos em Itapuã, onde paramos numa praia bem movimentada só para comer alguma coisa, comemos um franguinho porque a Eli se diz ja enjoada de peixe. Por mim comida todo dia, hauhahuahua.
Praia de Itapuã, em Salvador a gente achou que foi a mais bacana
Fomos em direção a Costa do Sauípe, affff, que decepção. Vocês sabiam que lá é um lugar fechado? Pois é, eu não! Num tipo de resort, nos informarão que não tinha mais pacotes, e os que tinham eram para os 3 dias de feriado (sábado, domingo e segunda-feira) e só queríamos um dia, dois se fosse bom, pois estamos com um dia de crédito por causa de Abrolhos que não conhecemos, os valores varíam de diárias de R$ 285,00 a R$ 870,00 (+-), uhahuahuauhauha, fomos procurar um outro lugar pra ficar, ja era 15h e se fossemos para Aracaju, chegaríamos muito tarde, que é ruim pra procurar pousadas.
Olha o carro que eu ultrapassei chegando na Costa do Sauípe, imagina o tipo do povo que da la?
Fomos para um local vizinho que segundo o cara que nos atendeu era bem legal e movimentado, voltamos 20km e chegamos em Praia do Forte.
Bacana né??
Bacana né????
Paramos no primeiro hotel e tchanammm… diária de R$ 330,00 huahuahuahua, ta virando palhaçada né, ainda bem que eles não tinham vagas, rodamos esse lugar até achar uma pousada, que alias era um albergue (hostles), R$ 95,00 ta até OK, mas ainda achavamos que encontraríamos lugar mais em conta, dai fomos para Imbassaí um vilarejo voltando mais 15km, procuramos e procuramos e nada, resolvemos tentar a cidadezinha depois da Costa do Sauípe. 15km + 20km + 5km e chegamos a Porto do Sauípe, nem sabia que era uma cidade, e não é que é. Chegamos numa pousada feia que dava dó R$ 50,00,
hummm, não era tão feia assim afinal, mas fomos procurar mais, e uma próxima pousada nos indicou a pousada Casa de Areia, disse que era melhor, e que faría a R$ 100,00. Ao chegarmos um senhor muito simpático fumando um cachimbo nos atendeu, e convidou para entrar, mas disse para segui-lo que ele iria mostrar porque se chamava Casa de Areia, sem noção, a sala de estar do cara tinha o chão totalmente de areia, com uns pedaços de tocos de árvore para se pisar, tudo certinho, areia limpinha e lisinha, muito massa, comentei com ele que o bar no canto tinha ficado excelente, dai ele me disse que tinha 3 bares pela casa, hehehehe véio legal.
Casa de Areia
Ele nos mostrou os quartos, excelentes também, tudo rústico mas de muito bom gosto, tudo bem feito, porém sem tv e sem ar, dai falei pra ele se tinha com visão pro mar, ele nos mostrou um outro quarto de frente pro mar, abriu uma enorme janela, e disse: “ta bom assim, ou quer que mude?”, hehehehe véio legal. Ficamos conversando um tempão com o véio, ele era muito legal (ja falei isso?), mas o preço dele era de R$ 120,00, dai não dava pra gente, pegamos a estrada e depois de pensar muito, ja era bem tarde também, pegamos o albergue, o que sinceramente foi uma ótima idéia, e lamentamos não ter pego antes, pois ja estaríamos descansados, porém sem toda essa correria, não teríamos conhecido o véio legal.
Entrada
Dentro dele
Saímos a noite e fomos comer alguma coisa, e encontramos a cantina UNICO VERO, de um italiano legítimo claro, e falando totalmente enrolado, nos ofereceu o melhor nhoque do mundo, segundo ele só tem dois melhores do mundo o da mãe dele na Itália e o dele ali na Praia do Forte. Comemos bem, não sei se realmente é o melhor do mundo, mas é muito bom, pelo menos ali da praia do Forte era realmente o melhor. Só um detalhe, o véio jantava numa mesa no meio do salão e em pé enquanto servia a todos.
Muito massa
Tomamos um ótimo vinho junto com o melhor nhoque do mundo, o que causou uma certa alegria na Eli, hehehe, e depois disso fomos dormir felizes.
19/04 – DÉCIMO PRIMEIRO DIA
Fomos tomar café da manhã, dormimos bem pois a cama ajudou, passamos por umas que dava dó das costas depois de acordar. Durante o café conhecemos uma mulher que estava sozinha la, e parecia meio carente, ela era de Brasília, e num papo animado ela vem com um: “Brasília é uma beleza né? Fica no centro do Brasil, da pra ir de avião pra qualquer lugar, eu nem uso meu carro mais”, pouco metida né, adivinha??? Arram… era funcionária pública. Que dúvida!
Café da manhã
Depois do café resolvemos lavar roupa, e bacana, uma máquina de lavar roupa totalmente automática. Fácil fácil, colocamos 1 ficha, pressionamos “washing sei la o que” e ela lavou 1 leva de roupas pretas, que depois colocamos na secadora, e pressionamos outro botão, e secou tudo, fizemos com as outras roupas, e yesssssssssss… 10 dias de roupas sujas agora limpinhas e secas, dobramos e guardamos.
Lava roupa todo diaaa… que alegriaaaaa…
Consegui acessar um pouco internet, e descobri que uns amigos me indicaram para um emprego numa empresa bacana de Fortaleza, alias, tenho que ver que pé esta isso, enviei meu currículo e vou aguardar.
Fechamos a conta montamos a bagagem e liberamos o quarto, depois estacionamos o carro num canto da praia, e fomos conhecer o PROJETO TAMAR, yesssssssss… muito legal, muito massa, e as tartarugas são loucas. As fotos dizem por si!
Não, não quiseram me empregar aqui!!!
Olha que bunitinhas!!!
Turistas são foda!
Almoçamos, uma comida bem meia boca, e fomos embora… embora para Aracaju, não botando muito fé la cidade, sei la, não sabíamos nada dela, então esperamos encontrar uma outra Ilhéus.
Avenida beira mar de Aracaju
Mas chegando em Aracaju (capital do Sergipe, sabe né?), que surpresa boa, a cidade é bem organizada, limpa e espaçosa, nada daquela loucura de um casa sobre outra que era em Salvador, a cidade realmente nos deixou de queixo caído, fomos passando por ela, e atravessamos para a ilha de Atalaia (outra?) onde realmente fica a praia de Aracaju, chegamos na orla e ela novamente nos deixou de queixo caído, muito organizada, transito legal, iluminada e muito limpa também, cheia de locais de informações turísticas, e também um oceanário do projeto Tamar, yessssssss. Pegamos uma pousada meia boca, e perdemos o quarto de casal, tivemos que pegar um de solteiro, preço bom, juntamos as camas e problema resolvido. Saímos a noite para jantar na tal Passarela do Caranguejo, hummmm, paramos num barzinho bacana, e adivinha? Consegui comer um Guaiamum, aquele caranguejo azul, igualmente bom e maior, ele tem um das pinças bem maior que a outra, delícia, junto comemos a tal da lambreta, que é um tipo de ostra, mas de cor branca, odiamos ela, ruim demais, tem gosto de terra, ostra ainda é melhor.
Isso é um Guaiamum
Isso é alguém feliz porque vai comer ele
Isso é “Lambretinha”, horrível não chega aos pés de ostras e tem gosto de terra
Demos uma volta pela orla para conhecer e fomos dormir. A idéia de juntar as camas de casal foi horrível (nota mental: nunca mais fazer isso novamente).
20/04 – DÉCIMO SEGUNDO DIA
Dia seguinte, dormimos até tarde, perdemos o café da manhã, saímos ja era quase meio dia, e fomos procurar algo pra comer, nada como um pequeno lanche que nos pesou no estomago o dia todo, hehehe, o meu tinha dois ovos e o da Eli um monte de bacon. Fomos conhecer o oceanário, bem bacana também, mas não tão bom quanto o da Praia do Forte.
Pose para o oceanário
Isso que são lagostas heim!
Andamos mais um pouco e fomos conhecer a praia, putssss, decepcionou legal, cheio de farofeiros, água suja de algas e tem que se andar (sério) uns 100 metros pra sair da calçada até o mar. Odiamos e fomos ver a praia mais ao norte, isso porque tínhamos ouvido falar que as praias bonitas e sem farofeiros era as do sul, mas como era longe demais deixamos pra la e não conhecemos (trouxas). Também não gostamos e paramos para comer novamente, outro caranguejo a Eli água de coco e voltamos pra casa, dormir que ninguém é de ferro, hehehehehe. A noite resolvemos pegar um restaurante mais bacana, e a Eli queria comer carne, nada mais de peixe ou algum amigo dele. Paramos num tal de Gril sei la o que, que fica na orla mesmo, bem perto do tal oceanário, entramos e fomos muito bem atendidos (tem algo ai), percebemos que ninguém estava no rodízio, mas mesmo assim fomos dele, nos servimos um monte daquelas coisas gostosas e frias que colocam pra gente comer pouca carne, e depois dá-lhe carne, carne e carne… e picanha também. Totalmente satisfeitos pedimos a conta, tcham tcham tchammmmm… R$ 85,00. huahuahuahua trouxas.
Depois dessa fomos dormir revoltados.
Perceberam que não pegamos mais praia, já estamos a uns 5 dias sem molhar a bunda no mar, só vendo, só vendo.
21/04 – DÉCIMO TERCEIRO DIA
Café tomada, e bóóóra pra estrada, direção a Maceió-AL. A Eli estava especialmente querendo conhecer essa cidade, que falaram tão bem.
Chegamos já na Praia do Francês, demos uma olhada e realmente é muito lindo la, mas como não íamos pousar la, fomos para Maceió mesmo. Primeira coisa, procurar pousada, porém, a Eli queria ficar num lugar de bacana aqui em Maceió, então fomos ver uns hotéis, triste ilusão, o filézão mesmo Jatiúca Resort, só pelo nome da pra saber que é fria, olhamos só de fora, babamos e fomos ver o Matsubara Hotel – R$ 250,00 diária – e depois um bem legal e novinho o Ritz Hotel – R# 230,00 diária. Bom foi só pra ver mesmo e como não tinha nenhum albergue pegamos uma pousada de uns italianos, local bacana, pousada ótima, os móveis são muitos legais, de madeira bruta, parecia até a Casa de Areia.
Então tudo no seu devido lugar fomos conhecer a cidade, leia-se praias, e até que achamos interessante, praias legais, até bonitas como Pajuçara, mas no mesmo estilo de Aracaju, as praias sujas e cheias de farofeiros.
Agora eu sou um profundo conhecedor de praias, hauhahuauha, então não me considero mais um farofeiro, afinal, nunca levei rango pra praia mesmo.
22/04 – DÉCIMO QUARTO DIA
Creio que acordamos um pouco tarde, sinceramente não me lembro direito afinal ja faz um mes… hauhahuahua… foi mal a demora.
Bom, como não gostamos muito, fomos direto para a Praia do Francês, dá-lhe uns 20kms de estrada retornando de onde viemos, chegamos la.
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